sexta-feira, agosto 20, 2010
"Muso Inspirador"
Você está distante, eu uso o tempo que é livre para ficar livre, pois quando estou com você não sei o porque eu seria sua. Bem do tipo mulher domesticada, se me pedires um suco de frutas eu farei e nada de polpas.
Sempre tive desejo, forte impulso para as letras, essa coisa de comprar um livro novo e ler o final de semana todo, essa outra de escrever em primeira pessoa, outra ainda de ler grandes poetisas. Mas percebo que despertas em mim uma ânsia de descrever a vida como fatos narrados de uma história de amor. Quando digo isso, é como se toda minha inteligência fosse sugada por um buraco negro e eu ficasse na zona de impacto à mercê de teu carinho, como posso me adaptar tão fácil a essa coisa chamada amor? Parece bobeira, atraso de vida, deixei meus livros de lado, só leio os jornais, esses ainda não abandonei porque também penso na atração intelectual que sentes por mim. Mas deixei de pensar em mim primeiro e acabo me dedicando a ser pra você. Para ir na academia você é inspiração, meu trabalho é fruto do meu desejo de independência, mas meu rendimento poderia ser facilmente aplicado a te agradar, uma lingerie nova, um perfume, uma roupa que sei que iras gostar. Dizem que mulher fica burra quando está apaixonada, vejo essa experiência como pesquisa de campo, TCC da paixão. Hoje, sábado de sol, manicure, pedicure, depilação, hidratação, são horários marcados na minha agenda de emoção. É positivo porque fico mais saudável, mais bonita, cheia de vida, negativa porque me apego ao carnal, ao material. Mas é assim, por isso que dizem, ou a carreira ou o casamento, ou casa ou compra uma bicicleta...
Bem, a bem verdade é que quero estar linda na sua chegada e vou deixar você saber que passei te esperando, me dedicando só pra você.
quarta-feira, julho 07, 2010
Justificativa
Faço uma confusão com as circunstâncias, com suas palavras mudas.
Tiro minhas conclusões e me despedaço.
Sem pensar ajo impulsivamente, fico ruborizada.
Quero pertencer, mas não posso, já pertenço.
Você me compara com as suas outras, fala que sou cópia. Sinto-me um robô.
Como desvendar esses mistérios? Como permitir que aconteça o que já aconteceu?
São tantas as perguntas que me falta o professor.
O amor cria formas estranhas e se abriga na gente.
Eu digo você interpreta, eu erro você acerta.
Basta estar ao teu lado para as horas voarem.
Preciso me ausentar de você, preciso me justificar, prefiro criar na minha mente essa perfeição, mas os fatos por si, já produzem uma boa história.
Talvez tenha gostado da brincadeira e perdi o fio condutor da conversa, você me jogou na parede e exigiu docemente uma resposta, eu que não sei o que dizer. Ando complicando as coisas.
quarta-feira, junho 02, 2010
Existência.
Me sinto pequena, olho para meu espírito, lembro da vida. Lembro da tristeza alheia, penso num grão de areia e sua insignificância.
Troco os elétrons por prótons e fico novamente com esperança. Em mim e na humanidade.
Sinto a terra leve, como apenas mais um passo a seguir...
