sexta-feira, setembro 10, 2010

Apenas Livros...




O caminho nem sempre é simples e claro, a estrada é sinuosa.
Mas continuar é uma questão de escolha.
Posso deixar a vida passar pela epiderme, sentar no sofá e comer meu sorvete de creme, ler meus clássicos, tentar ser um Picasso, ouvir Roberto Carlos.
Se estamos aqui apenas de passagem, se apenas o conhecimento vamos levar, de que vale toda essa tralha a juntar?
Para que servem esses móveis fora do lugar?

Vejo que as únicas compras significativas que faço na vida são de comuida e livros. Posso sobreviver com duas peças de roupas.
Sou de sentir medo do futuro, receio de não conseguir atingir minhas metas, mas no fundo algo me conforta, se nada der certo.... Deito na cama com uma pilha de livros ao lado.
Imagino eu me levantando apenas para as refeições e higiene. Talvez eu vá até o sol, sinta a natureza, caminhe um pouco nas areias frias. Mas vou parar com consumismo, com coisas que só são necessárias porque resolvi sair para a rua. A questão é coragem, é necessário muita coragem para isso.

Como vou comprar meus livros? Bem, isso seria questão de sorte. Talvez eu os ganhe, talvez eu os empreste, talvez eu consiga juntar dinheiro de alguma forma.
Apenas, livros, livros, uma vida feita de livros.
Talvez eu escreva, com tanta leitura posso ficar mais criativa e ter uma coluna num jornal.
É que sempre ouvi as pessoas falarem, o que é para ser... Será. Bem, eu quero muito uma coisa, mas às vezes me dá um cansaço. Vou viver de livros e se o destino quiser, mudo meu caminho.

sexta-feira, agosto 20, 2010

"Muso Inspirador"

Há dias venho sonhando com você, vejo nossos corpos unidos, vejo imagens da nossa vida real, misturadas com melodia sonífera.
Você está distante, eu uso o tempo que é livre para ficar livre, pois quando estou com você não sei o porque eu seria sua. Bem do tipo mulher domesticada, se me pedires um suco de frutas eu farei e nada de polpas.
Sempre tive desejo, forte impulso para as letras, essa coisa de comprar um livro novo e ler o final de semana todo, essa outra de escrever em primeira pessoa, outra ainda de ler grandes poetisas. Mas percebo que despertas em mim uma ânsia de descrever a vida como fatos narrados de uma história de amor. Quando digo isso, é como se toda minha inteligência fosse sugada por um buraco negro e eu ficasse na zona de impacto à mercê de teu carinho, como posso me adaptar tão fácil a essa coisa chamada amor? Parece bobeira, atraso de vida, deixei meus livros de lado, só leio os jornais, esses ainda não abandonei porque também penso na atração intelectual que sentes por mim. Mas deixei de pensar em mim primeiro e acabo me dedicando a ser pra você. Para ir na academia você é inspiração, meu trabalho é fruto do meu desejo de independência, mas meu rendimento poderia ser facilmente aplicado a te agradar, uma lingerie nova, um perfume, uma roupa que sei que iras gostar. Dizem que mulher fica burra quando está apaixonada, vejo essa experiência como pesquisa de campo, TCC da paixão. Hoje, sábado de sol, manicure, pedicure, depilação, hidratação, são horários marcados na minha agenda de emoção. É positivo porque fico mais saudável, mais bonita, cheia de vida, negativa porque me apego ao carnal, ao material. Mas é assim, por isso que dizem, ou a carreira ou o casamento, ou casa ou compra uma bicicleta...
Bem, a bem verdade é que quero estar linda na sua chegada e vou deixar você saber que passei te esperando, me dedicando só pra você.

quarta-feira, julho 07, 2010

Justificativa

Faço uma confusão com as circunstâncias, com suas palavras mudas.

Tiro minhas conclusões e me despedaço.

Sem pensar ajo impulsivamente, fico ruborizada.

Quero pertencer, mas não posso, já pertenço.

Sou pura dualidade, tiro de letra a representar o astro.

Você me compara com as suas outras, fala que sou cópia. Sinto-me um robô.

Como desvendar esses mistérios? Como permitir que aconteça o que já aconteceu?

São tantas as perguntas que me falta o professor.

É um carinho grande, uma brincadeira gostosa e perigosa.

O amor cria formas estranhas e se abriga na gente.

Eu digo você interpreta, eu erro você acerta.

Basta estar ao teu lado para as horas voarem.

Preciso me ausentar de você, preciso me justificar, prefiro criar na minha mente essa perfeição, mas os fatos por si, já produzem uma boa história.

Talvez tenha gostado da brincadeira e perdi o fio condutor da conversa, você me jogou na parede e exigiu docemente uma resposta, eu que não sei o que dizer. Ando complicando as coisas.


quarta-feira, junho 02, 2010

Existência.

Senti frio, meu corpo tremia. Mas era além da sensação térmica física. Parecia um frio vindo do oculto. A música com som de arpa tocava ao meu lado. As influências das pessoas que me cercavam passavam por mim deixando alguns sinais. Eu percebo que algo que não enxergo está presente, algo além do nosso entendimento. Além da filosofia.
Me sinto pequena, olho para meu espírito, lembro da vida. Lembro da tristeza alheia, penso num grão de areia e sua insignificância.
Troco os elétrons por prótons e fico novamente com esperança. Em mim e na humanidade.
Sinto a terra leve, como apenas mais um passo a seguir...

domingo, outubro 18, 2009

Oi, não tenho nada para dizer. (Por um momento eu precisava ouvir).

terça-feira, setembro 29, 2009

Amor

Como falta de ar, como desespero, sinto o cheiro, chego a tocar, que sede, que angústia.
Todos os dias eu penso em ti, me pego ansiosa, com medo de te perder pra sempre.
Há quem diga que devo te amar com todas as forças e sem egoísmo... Que não devo te renunciar. Mas estás em meus pensamentos e em cada gesto meu.
Que vontade de pular em cima de ti, de dançar abraçada aos teus braços, que ânsia de voltar a ser uma bailarina na tua boca de cena.
Eu caminho segura por outros caminhos, onde não te encontro, sem querer tento desviar o olhar de você, mas como um vício, tenho recaídas constantes, me pego no choro, me pego na mordida da própria pele, de raiva, de nervoso que dá pensar em não te ter mais.
Medo, confesso que é medo. Medo de te abandonar, de não ter sido fiel. Medo de ser tarde para você me aceitar, medo de não ser boa o suficiente para conviver ao teu lado, para fazer as melhores expressões, dizer meu texto com todo o amor que existe dentro de mim.
Me vejo sabe? Me sinto no teu ambiente, sua luz ofuscando meus olhos, mal enxergo os outros.
Ouço suas trilhas sonoras e lá estou eu do seu lado. Acho que nunca vou sossegar enquanto não viver pra você. Não vou dormir em paz sabendo que te abandonei, sinto falta, muita falta.
Meu palco, minha arte, minha vida.

domingo, setembro 27, 2009

Lá fora.

No silêncio, com os olhos fechados, na fraca luz do teu quarto. Pareço sonhar, minha mente passeia por tantos lugares. Estive onde as pessoas estavam, no consumo, na rotina, vejo-os conversando, rindo, procurando as crianças, ouço os sons na diversão, os fliperemas, a música do ambiente, estou por lá, passeando também, mas não por desejo, mas uma leve comparação com minha vida, um outro olhar do meu presente. Pensando no que importa de verdade, pensando que enquanto estou deitada, o mundo acontece lá fora. O mundo não para.
Você dorme, sonha um sono profundo. Respira como se te faltasse ar, me assusta com seus sustos. Eu abro os olhos, mal te enxergo, toco sua face, como me importa você, me sinto maior, me sinto mãe, me sinto dona da situação.
Volto a andar pelo mundo, pelos meus sonhos, meu palco, meus estudos, penso no que poderia fazer com todo meu talento, penso no meu corpo parado ao teu lado, ali, no teu quarto. Penso que amanhã pode ser tarde, tento viver o momento mas me assusta o tempo, me dói a passagem nesta escuridão, esse silêncio me perturba um pouco, essa tranquilidade me amedronta, ai que medo que dá pensar nessa vida lá fora, ai que medo que dá olhar você dormir, enquanto eu estou aqui, acordada, com os olhos esbugalhados, pensando no mundo lá fora.