Prestem atenção nos falsos moralistas que possuem microfones nas mãos e falam para grandes platéias de olhos brilhantes e corações necessitados.
Abram os olhos, sem querer julgar, para a verdade que ainda não temos, aquela que precisamos buscar a cada dia nesta jornada maravilhosa chamada vida.
Pense na caridade moral que muitas vezes é mais necessária que qualquer outra. Reflitam sobre a necessidade de seguir certas regras impostas por esses falsos moralistas, que enquanto comem caviar, o desabrigado de paz come o pão que o diabo amassou.
O mundo precisa de amor e generosidade e de inteligência da nossa parte, não de verdades únicas, pecados e esmolas. Que disso estamos saturados.
terça-feira, outubro 04, 2011
sábado, julho 23, 2011
Hipócritas.

Preciso dizer que as cores da minha bandeira são coloridas.
Preciso dizer que para falar de paz não necessito de palavras.
Com minhas atitudes silenciosas promovo o revoar de pombos.
Preciso confessar que já não acredito em sermões.
Preciso noticiar que sou contra o sensacional.
Somos jovens, temos 20, 30,40 anos e muitos sonhos. Alguns apagados pelos julgados. Mas por que julgamos? Devemos olhar para nós mesmos!
Nós que estacionamos no tempo atrás de telas virtuais. Nós que queimamos nossos neurônios em boates, escovas progressivas, televisores, latas de cerveja, sociedade do consumo. Nós que somos hipócritas, falsos moralistas. Brigamos, colocamos culpa no governo, fazemos mobilização pelo facebook e ficamos sentados vendo quantos curtem nossa estupidez. Somos uma contradição.
Se queremos outro mundo possível, vamos tirar nossa ignorância do armário e aceitá-la. Vamos procurar abrir os livros empoeirados na vitrine da estante, vamos buscar inspiração nos poetas mortos.
Se queremos outra realidade, vamos promover a liberdade do amor, da cor, da fala, do sorriso, do erro, do perdão, da arte, do conhecimento. Se queremos acabar com a fome, vamos dividir nosso alimento. Se queremos o fim da homofobia vamos parar de tapar os olhos e os ouvidos. Se queremos menos corrupção, vamos pesquisar antes de votar, vamos mudar o sistema, vamos nos candidatar. Se queremos sentir menos saudade dos nossos amigos, vamos atrás deles, vamos parar de dizer “temos que fazer algo” e vamos aparecer de surpresa.
Mas será que queremos tudo isso? Será que queremos suar a camisa? Ou já estamos tão imobilizados pelo conforto social que ficamos acomodados nessa atmosfera? Heim?
Será que ficar aqui não é melhor do que ir lá fora gritar por justiça?
Vamos pensar em quem nós somos, vamos fazer um minuto de silêncio, ou alguns dias, meses, o quanto for necessário para refletirmos sobre nossas ações e sem falsa modéstia, vamos provar que somos bem melhores do que vendemos ser. Porque isso ainda não é nosso melhor. Tá longe!
Bruna Froehner.
sexta-feira, junho 03, 2011
Concreto.
Cabeça aberta para possibilidades, de mudar, de pensar, de reagir!
Acorda, desperta, perceba, essa não é a realidade, a sua verdade.
Há outras formas, deite, veja por outro ângulo.
Crie, mude. "Mas comece devagar..."
Sinto na minha epiderme uma forma sublime de viver, no momento que acionam minhas emoções mentais, sou mais de uma, percebo minhas construções e me permito a felicidade de ser eu, simples assim.
Adoro reações.
Acorda, desperta, perceba, essa não é a realidade, a sua verdade.
Há outras formas, deite, veja por outro ângulo.
Crie, mude. "Mas comece devagar..."
Sinto na minha epiderme uma forma sublime de viver, no momento que acionam minhas emoções mentais, sou mais de uma, percebo minhas construções e me permito a felicidade de ser eu, simples assim.
Adoro reações.
terça-feira, abril 05, 2011
A DIFÍCIL TAREFA DE SER BOM
A DIFÍCIL TAREFA DE SER BOM
Amar ao próximo, perdoar, dar a outra face, praticar a caridade, seguir os mandamentos de Jesus. Papai do Céu deixou tudo encaminhado para nossa missão na terra.
Mas ufa, como é difícil, é muito mais fácil ficar em casa vendo TV do que sair para trabalhar. É muito mais simples passar por uma pessoa necessitada e não percebe-la. É cômodo não dar o lugar para alguém mais cansado no ônibus.
Como é normal ver animais nas ruas abandonados e sem proteção.
E quando você resolve vestir à camisa da paz e amor, depara-se com exército de dificuldades que se espalham conforme sua bondade.
Achei um gatinho na rua, de no máximo dois meses, ele miava alto ás 11 horas da noite, ali, sozinho, no frio, sem mãe, sem colo, sem leite. O que é mais fácil? Fingir que não vi... Mas impossível cada miado era um aperto no coração.
É um ser vivo que precisa de ajuda, que não sabe se cuidar sozinho. Peguei o gato. Para depois encaminha-lo para uma ONG. Conseqüências? Tive que dar banho, comprar comida diferenciada, o fazer comer porque não era desmamado ainda, preparar um lugar adequado para ele dormir, colocar um pires de água, outro de ração picada misturada com pasta de salmão. Caixa de papelão com pano dentro. Além disso, a caixa de areia que precisa ser trocada todos os dias, e brincadeiras com o bichinho que necessita mais de atenção e carinho do que qualquer outra coisa. Além de render uma micose no braço e mãos que gatos novos têm facilidade em transmitir. Não dá para deixar ele trancado o dia todo, por isso nos intervalos, tem que ir em casa soltar ele um pouco, deixa-lo brincando no sol, dar alimento. Fácil? Não... Eles fazem suas necessidades aonde não devem, arranham seu sofá novo, ficam miando alto no seu ouvido para pedir leite, quando você dá o leite não é isso que querem, é colo, é atenção, é que você seja a mamãe gato que ele não sabe onde está. Eu estava penteando meu cabelo, com a cabeça para baixo, quando olho o gato me olhando, querendo brincar com meus fios, eu estava com pressa, mas aqueles olhinhos brilhantes me pediam um pouquinho de criança. Tive que doar o bichinho, meu dia a dia de trabalho e estudos me impedem de cuidar dele, que não poderia ficar trancado o dia todo num apartamento. Isso poderia ser muito fácil, afinal eu iria me livrar de todos os compromissos acima, mas como é difícil.
Como é triste lembrar daqueles pulinhos desajeitados que ele dava querendo brincar, como é difícil mexer os pés no sofá sem ele para pular em cima, como é doloroso ver o pires com o restinho de comida, a caixa de papelão vazia, ui... Antes perder 2, 3, 4 horas do seu dia dedicados para o gatinho.
E quando vou na cozinha ele não vem mais correndo atrás de mim, e quando vejo filme ele não está mais dormindo no meu colo. E seus miados continuam nos meus ouvidos quando vou dormir. Isso sim é difícil, se apegar ao ser tão querido e ter que abandona-lo. Por que? Porque é difícil ser bom.
segunda-feira, novembro 29, 2010
DE CONSCIÊNCIA LIMPA
Encarar os desafios da vida não parece nada fácil, dá medo de encarar as pessoas, dá medo de receber críticas, medo de errar.
Mas a maioria dos nossos medos são inseguranças, falta de confiança em si mesmo.
Se você tem na mente que dá o melhor de si, que não trapaceia ninguém, que quer o melhor para o trabalho desenvolvido, não há motivos para sentir medo.
Já deixei de aproveitar o final de semana e dormir mal à noite porque fiquei preocupada com a reclamação do chefe na segunda-feira de manhã. Mas ao dar bom dia já engatei as soluções para o caso. Como, “Olha você ficou chateado comigo, mas na verdade a situação foi essa, eu acho que agi certo, mas se você não concorda, eu lhe peço desculpas.” A resposta foi “ Ah tudo bem, eu também lhe peço desculpas, minha cabeça não anda boa...” Resultado da história é que não vale se precipitar pensando no que a pessoa está pensando, geralmente temos pensamentos negativos e equivocados. Na verdade o cara tava com a cabeça nos problemas pessoais e você achou que a cara feia dele era com você. Então perder o dia lindo de sol com pré-ocupações não resolve nada. O interessante a ser feito, é se preparar positivamente. Imaginar, visualizar, quais são as atitudes que você pode ter para não ter problemas. Gentileza e humildade caem bem em qualquer corpo.
Todo mundo erra, todos possuem problemas, todo mundo se entristece e tem dias ruins. O importante é ter a consciência limpa que você é o melhor que pode ser assim não vai perder dia de sol, sentindo medo de encarar o chefe na segunda-feira.
Mas a maioria dos nossos medos são inseguranças, falta de confiança em si mesmo.
Se você tem na mente que dá o melhor de si, que não trapaceia ninguém, que quer o melhor para o trabalho desenvolvido, não há motivos para sentir medo.
Já deixei de aproveitar o final de semana e dormir mal à noite porque fiquei preocupada com a reclamação do chefe na segunda-feira de manhã. Mas ao dar bom dia já engatei as soluções para o caso. Como, “Olha você ficou chateado comigo, mas na verdade a situação foi essa, eu acho que agi certo, mas se você não concorda, eu lhe peço desculpas.” A resposta foi “ Ah tudo bem, eu também lhe peço desculpas, minha cabeça não anda boa...” Resultado da história é que não vale se precipitar pensando no que a pessoa está pensando, geralmente temos pensamentos negativos e equivocados. Na verdade o cara tava com a cabeça nos problemas pessoais e você achou que a cara feia dele era com você. Então perder o dia lindo de sol com pré-ocupações não resolve nada. O interessante a ser feito, é se preparar positivamente. Imaginar, visualizar, quais são as atitudes que você pode ter para não ter problemas. Gentileza e humildade caem bem em qualquer corpo.
Todo mundo erra, todos possuem problemas, todo mundo se entristece e tem dias ruins. O importante é ter a consciência limpa que você é o melhor que pode ser assim não vai perder dia de sol, sentindo medo de encarar o chefe na segunda-feira.
segunda-feira, setembro 13, 2010
Quero arrancar essa sensação de mim, esse medo que me rodeia.
Não sei se freqüento terapia, devo me divertir mais ou simplesmente ter mais fé. Fico perdida no ato.
Eu construí um sonho, que até meses atrás acreditava ser realizado, mas a cada dia me sinto distante. Uns dizem que devo parar de reclamar e agir, mas não são reclamações são constatações, são argumentos, prós e contras.
Eu me sinto feliz grata por viver. Mas quero me sentir realizada, a vida passa muito rápido depois dos vinte. Não sei ignorar as dúvidas, não consigo despachar o que me incomoda.
Meu íntimo me julga, afirma brigando que não consegue me entender. Que não sabe lidar com minhas frustrações. Me dá vontade de voltar para meu quarto, ficar sozinha com meus pensamentos. Quero agir, mas também me falta atenção, concentração.
E logo o medo volta a me assombrar, com sua energia que reprime, que me deixa sem ação.
Não sei se freqüento terapia, devo me divertir mais ou simplesmente ter mais fé. Fico perdida no ato.
Eu construí um sonho, que até meses atrás acreditava ser realizado, mas a cada dia me sinto distante. Uns dizem que devo parar de reclamar e agir, mas não são reclamações são constatações, são argumentos, prós e contras.
Eu me sinto feliz grata por viver. Mas quero me sentir realizada, a vida passa muito rápido depois dos vinte. Não sei ignorar as dúvidas, não consigo despachar o que me incomoda.
Meu íntimo me julga, afirma brigando que não consegue me entender. Que não sabe lidar com minhas frustrações. Me dá vontade de voltar para meu quarto, ficar sozinha com meus pensamentos. Quero agir, mas também me falta atenção, concentração.
E logo o medo volta a me assombrar, com sua energia que reprime, que me deixa sem ação.
sexta-feira, setembro 10, 2010
Apenas Livros...

O caminho nem sempre é simples e claro, a estrada é sinuosa.
Mas continuar é uma questão de escolha.
Posso deixar a vida passar pela epiderme, sentar no sofá e comer meu sorvete de creme, ler meus clássicos, tentar ser um Picasso, ouvir Roberto Carlos.
Se estamos aqui apenas de passagem, se apenas o conhecimento vamos levar, de que vale toda essa tralha a juntar?
Para que servem esses móveis fora do lugar?
Vejo que as únicas compras significativas que faço na vida são de comuida e livros. Posso sobreviver com duas peças de roupas.
Sou de sentir medo do futuro, receio de não conseguir atingir minhas metas, mas no fundo algo me conforta, se nada der certo.... Deito na cama com uma pilha de livros ao lado.
Imagino eu me levantando apenas para as refeições e higiene. Talvez eu vá até o sol, sinta a natureza, caminhe um pouco nas areias frias. Mas vou parar com consumismo, com coisas que só são necessárias porque resolvi sair para a rua. A questão é coragem, é necessário muita coragem para isso.
Como vou comprar meus livros? Bem, isso seria questão de sorte. Talvez eu os ganhe, talvez eu os empreste, talvez eu consiga juntar dinheiro de alguma forma.
Apenas, livros, livros, uma vida feita de livros.
Talvez eu escreva, com tanta leitura posso ficar mais criativa e ter uma coluna num jornal.
É que sempre ouvi as pessoas falarem, o que é para ser... Será. Bem, eu quero muito uma coisa, mas às vezes me dá um cansaço. Vou viver de livros e se o destino quiser, mudo meu caminho.
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