quarta-feira, maio 08, 2013
Tem gente que está sempre pronta para ver a negatividade.
Que está sempre disponível para maliciar, para criticar, para falar mal. Que mesmo que você se explique, se justifique, se desnude com humildade, há seres que não conseguem enxergar sua essência.
Acho que por isso que meus passos são mais solitários. Muitas vezes me questiono, se sou eu a errada, a maliciosa, a perdida. Sim, as vezes sou sim. Mas percebo com o tempo que tem gente que por mais que você tente provar sua boa índole, prefere não enxergar. Acho melhor nessas situações, o afastamento completo.
Acho que entendo os ermitões, que se isolam em suas cavernas desses seres humanos terríveis que rondam por aí como se fossem almas penadas prontos para ser exorcizados. A vida é feita de dificuldades que te elevam, mas há momentos que a alma pede um pouco de paz e se cansa de gente chata!
domingo, abril 21, 2013
Minha Condição
Estava eu, meio dormindo, meio acordada quando me deparo com meu espírito vagando, pensamentos abstratos.
Já não consigo entender meus anseios. Crio em minha mente letras de canções que jamais irei cantar.
Penso que já peguei no sono mas na verdade minhas sinapses continuam trabalhando na nossa possível história.
Sou um reflexo de maldade, tento ser boa mas isso parece ser mais forte que eu, muitas vezes.
Olho para os lados e só vejo tentações, e a carne é fraca e o tomate é caro. Vermelho como sangue que corre nas veias.
Sinto medo, medo de não ser correspondida, medo de levar uma mordida que arranque meu coração.
Sinto frio, quando penso que a ausência pode me deixar perdida dentro da escuridão.
Sempre me imaginei como uma rosa, molhada da água da chuva. Chuva... Tão doce, natural e passageira como sua condição em minha vida.
É um tipo de amor que sinto por você, algo que me entristece em querer. Talvez eu não acredite em casamentos, mas... Quer ser feliz pelos próximos quatro anos comigo?
Assim, só uma hipótese, meu espírito talvez pare de vagar e me deixe dormir em paz, junto com seu respirar.
sábado, abril 13, 2013
Vulto
Por que essa necessidade de se fazer presente?
Por que essa ânsia de deixar marcas? Passos? Legado?
Essa busca diária por conexões com o futuro, o meu cotidiano baseado em uma espécie de missão.
Eu sinto todos os dias as vozes da minha história, as canções, os ritmos. As pessoas que ainda não conheci.
Por que tenho que ter meu lugar do mundo? Posso viver deslocado? Posso ser apenas um coadjuvante nessa experiência, ou melhor, um figurante, sem falas, sem expressão, quase sem vida?
A ausência de energia faz a morte. Mas a morte também é evolução.
Essa angústia por falar algo, por atrair a luz, nem sempre me faz bem. Gosto também do silêncio, das horas vagas, que para mim quase não existem pois minha mente não para.
Apenas me bateu a vontade de ser apenas um espírito errante, uma nuvem, um vulto e não um exemplo, um orgulho, alguém.
domingo, março 03, 2013
Inspirada
Naquela luz que provocava romance, sensualidade e omitia imperfeições, eu te encontrei.
Com apenas dois lances de olhar, você me despertou.
Não paixão, mas algo que dentro de mim estava meio adormecido, ofuscado. Ganhei horas, ganhei a noite, me reencontrei.
Meio boêmio, me afastei na sua chegada. Parecia que eu te aguardava. Mesmo não esperando, porque estava mesmo era me libertando, você me viu e me notou.
Por que as pessoas se encontram?
O destino quando cruza um homem e uma mulher, o que ele quer dizer?
Siga a monogamia? Liberte-se e seja feliz? Permita-se viver o momento? Amizade ou sacramento?
Meu momento com você foi melodia, poesia. Foi risada gostosa, foi toque inesperado.
Acho que me encantei por sua mente, sejamos sinceros. Sinceramente, o que sentiu?
Eu poderia ficar horas na sua companhia, de noite ou de dia, sentindo seus ares de conquistador.
Percebendo seu intelecto, pude notar um lado sinistro, meio esquisito, que insisto em esconder.
Você, você... Com os olhos baixos, mente no alto rodando sem parar.
Só queria que soubesse que passei o dia inspirada e é nas horas vagas que vou lembrar de você.
quarta-feira, outubro 26, 2011
Evoluçao
Acredito que estou aqui para evoluir, transcender.
Acho que minha vida não teria muito sentido sem tal convicção, mas estou sempre observando outras formas de fé.
Acredito no amor, na importância que ele tem em nossas vidas, sentido de tudo.
Amar nossa família, amar nossos amigos, amar o próximo. Mas não da boca para fora, amar mesmo que em silêncio e nos defeitos. Não consigo amar todo mundo ainda, por isso estou aqui. Mas esse é meu exercício diário. Tentar. Tentar amar, tentar errar menos, tentar não julgar, não olhar com malícia.
Eu sou feliz, tento lembrar de agradecer todos os dias pela vida que tenho e que me rodeia.
Tem dias que reclamo que me descabelo, que choro, que erro. Mas esses, minoria.
Quando fico nervosa eu choro. Quando trocam conversa por gritos eu choro. Quando tentam me fazer aceitar o desrespeito, eu choro. Quando tento mostrar minha essência e não consigo eu choro. Choro e não sinto vergonha, porque é meu espírito me dizendo que estou indo contra o que acredito. E vou continuar chorando, enquanto me deparar com esses tipos de tristeza.
Ultimamente, ando chorando menos. Me afastei de quem grita por nada, de quem me deixa nervosa, de quem me desrespeita, de quem não enxerga minha essência, de quem me faz sentir vergonha. Essas pessoas são aquelas que você deve amar de longe...
Há quem diga que sou imatura, sou insegura. Sou um pouco das duas coisas sim. E quem não é imaturo em algumas coisas? Quem que nunca sentiu insegurança em certos momentos? Acho que as duas são fundamentais para a evolução. E também acho que tais argumentos são tentativas de me fazer acordar para a realidade. Deles. Eu pretendo continuar recebendo o mesmo tipo de amor que eu consigo dar. E melhor.
E não vou conseguir fugir sempre, isso me assusta um pouco. Mas agora estou aprendendo a respirar fundo e seguir em frente.
Acho que minha vida não teria muito sentido sem tal convicção, mas estou sempre observando outras formas de fé.
Acredito no amor, na importância que ele tem em nossas vidas, sentido de tudo.
Amar nossa família, amar nossos amigos, amar o próximo. Mas não da boca para fora, amar mesmo que em silêncio e nos defeitos. Não consigo amar todo mundo ainda, por isso estou aqui. Mas esse é meu exercício diário. Tentar. Tentar amar, tentar errar menos, tentar não julgar, não olhar com malícia.
Eu sou feliz, tento lembrar de agradecer todos os dias pela vida que tenho e que me rodeia.
Tem dias que reclamo que me descabelo, que choro, que erro. Mas esses, minoria.
Quando fico nervosa eu choro. Quando trocam conversa por gritos eu choro. Quando tentam me fazer aceitar o desrespeito, eu choro. Quando tento mostrar minha essência e não consigo eu choro. Choro e não sinto vergonha, porque é meu espírito me dizendo que estou indo contra o que acredito. E vou continuar chorando, enquanto me deparar com esses tipos de tristeza.
Ultimamente, ando chorando menos. Me afastei de quem grita por nada, de quem me deixa nervosa, de quem me desrespeita, de quem não enxerga minha essência, de quem me faz sentir vergonha. Essas pessoas são aquelas que você deve amar de longe...
Há quem diga que sou imatura, sou insegura. Sou um pouco das duas coisas sim. E quem não é imaturo em algumas coisas? Quem que nunca sentiu insegurança em certos momentos? Acho que as duas são fundamentais para a evolução. E também acho que tais argumentos são tentativas de me fazer acordar para a realidade. Deles. Eu pretendo continuar recebendo o mesmo tipo de amor que eu consigo dar. E melhor.
E não vou conseguir fugir sempre, isso me assusta um pouco. Mas agora estou aprendendo a respirar fundo e seguir em frente.
terça-feira, outubro 04, 2011
Falsos Moralistas II
Prestem atenção nos falsos moralistas que possuem microfones nas mãos e falam para grandes platéias de olhos brilhantes e corações necessitados.
Abram os olhos, sem querer julgar, para a verdade que ainda não temos, aquela que precisamos buscar a cada dia nesta jornada maravilhosa chamada vida.
Pense na caridade moral que muitas vezes é mais necessária que qualquer outra. Reflitam sobre a necessidade de seguir certas regras impostas por esses falsos moralistas, que enquanto comem caviar, o desabrigado de paz come o pão que o diabo amassou.
O mundo precisa de amor e generosidade e de inteligência da nossa parte, não de verdades únicas, pecados e esmolas. Que disso estamos saturados.
Abram os olhos, sem querer julgar, para a verdade que ainda não temos, aquela que precisamos buscar a cada dia nesta jornada maravilhosa chamada vida.
Pense na caridade moral que muitas vezes é mais necessária que qualquer outra. Reflitam sobre a necessidade de seguir certas regras impostas por esses falsos moralistas, que enquanto comem caviar, o desabrigado de paz come o pão que o diabo amassou.
O mundo precisa de amor e generosidade e de inteligência da nossa parte, não de verdades únicas, pecados e esmolas. Que disso estamos saturados.
sábado, julho 23, 2011
Hipócritas.

Preciso dizer que as cores da minha bandeira são coloridas.
Preciso dizer que para falar de paz não necessito de palavras.
Com minhas atitudes silenciosas promovo o revoar de pombos.
Preciso confessar que já não acredito em sermões.
Preciso noticiar que sou contra o sensacional.
Somos jovens, temos 20, 30,40 anos e muitos sonhos. Alguns apagados pelos julgados. Mas por que julgamos? Devemos olhar para nós mesmos!
Nós que estacionamos no tempo atrás de telas virtuais. Nós que queimamos nossos neurônios em boates, escovas progressivas, televisores, latas de cerveja, sociedade do consumo. Nós que somos hipócritas, falsos moralistas. Brigamos, colocamos culpa no governo, fazemos mobilização pelo facebook e ficamos sentados vendo quantos curtem nossa estupidez. Somos uma contradição.
Se queremos outro mundo possível, vamos tirar nossa ignorância do armário e aceitá-la. Vamos procurar abrir os livros empoeirados na vitrine da estante, vamos buscar inspiração nos poetas mortos.
Se queremos outra realidade, vamos promover a liberdade do amor, da cor, da fala, do sorriso, do erro, do perdão, da arte, do conhecimento. Se queremos acabar com a fome, vamos dividir nosso alimento. Se queremos o fim da homofobia vamos parar de tapar os olhos e os ouvidos. Se queremos menos corrupção, vamos pesquisar antes de votar, vamos mudar o sistema, vamos nos candidatar. Se queremos sentir menos saudade dos nossos amigos, vamos atrás deles, vamos parar de dizer “temos que fazer algo” e vamos aparecer de surpresa.
Mas será que queremos tudo isso? Será que queremos suar a camisa? Ou já estamos tão imobilizados pelo conforto social que ficamos acomodados nessa atmosfera? Heim?
Será que ficar aqui não é melhor do que ir lá fora gritar por justiça?
Vamos pensar em quem nós somos, vamos fazer um minuto de silêncio, ou alguns dias, meses, o quanto for necessário para refletirmos sobre nossas ações e sem falsa modéstia, vamos provar que somos bem melhores do que vendemos ser. Porque isso ainda não é nosso melhor. Tá longe!
Bruna Froehner.
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