sábado, junho 20, 2009

Doces Palavras.

Eu queria te olhar agora, e ver no teu olhar, a mesma emoção que transmito nos meus. Eu queria te ver neste momento e sorrir, sorrindo receberia o seu, e eu teria a certeza do teu amor. Tantas palavras não me levam muito longe, pequenas viagens, sem rumo mesmo. Essas pronunciadas me fazem sonhar um pouco, e volto para casa e para os amigos cheia de entusiasmo e histórias. Ai como me dói, mesmo sem ferir tanto, essa sua ausência. Como me causa essa sua lembrança de momentos, seus sorrisos, seus abraços, seus lamentos. Isso tudo que falam do amor, essa prosa que inventam para amortecer, sim, logo a dor nos adentra e permanecem apenas as doces palavras...

Despertar

Olhar um rosto e perceber que ali, ali se encontra sua felicidade, parte dela, suas alegrias tão procuradas, seus caminhos sinuosos espelhados naquela face... Não se alimenta futuro em ninguém, porque no fundo somos sozinhos, pode ser, mas naquele momento eu sentia tanta alegria, um abraço, um olhar, nem um real no bolso, mas tanta felicidade. Isso é felicidade, esse encontro, esse conforto num sorriso do teu amor. E difícil ou não, eu sempre me entrego de cabeça, mergulho como se o rio não tivesse fundo, sem medo.
Desperta em mim esse desejo, de acreditar num presente melhor, nesse dia tão claro e colorido que amanhece na sua presença. Mesmo que seja uma falsa presença, suas mensagens, suas chamadas perdidas, suas canções e palavras dedicadas à mim. Desperta em mim a vontade de ser melhor, o desejo de dançar sem música, de ler histórias fazendo comparações com as minhas, de querer que o sol apareça para você. Desperta em mim a mulher que homem nenhum teve coragem de ver, as garras escondidas, os sorrisos, a vida...
Não desperta a dor, não desperta os nervos nem duvidas. Não acorda a tristeza, me deixa sonhar, não me desperta.