segunda-feira, setembro 13, 2010

Quero arrancar essa sensação de mim, esse medo que me rodeia.
Não sei se freqüento terapia, devo me divertir mais ou simplesmente ter mais fé. Fico perdida no ato.

Eu construí um sonho, que até meses atrás acreditava ser realizado, mas a cada dia me sinto distante. Uns dizem que devo parar de reclamar e agir, mas não são reclamações são constatações, são argumentos, prós e contras.

Eu me sinto feliz grata por viver. Mas quero me sentir realizada, a vida passa muito rápido depois dos vinte. Não sei ignorar as dúvidas, não consigo despachar o que me incomoda.

Meu íntimo me julga, afirma brigando que não consegue me entender. Que não sabe lidar com minhas frustrações. Me dá vontade de voltar para meu quarto, ficar sozinha com meus pensamentos. Quero agir, mas também me falta atenção, concentração.

E logo o medo volta a me assombrar, com sua energia que reprime, que me deixa sem ação.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Apenas Livros...




O caminho nem sempre é simples e claro, a estrada é sinuosa.
Mas continuar é uma questão de escolha.
Posso deixar a vida passar pela epiderme, sentar no sofá e comer meu sorvete de creme, ler meus clássicos, tentar ser um Picasso, ouvir Roberto Carlos.
Se estamos aqui apenas de passagem, se apenas o conhecimento vamos levar, de que vale toda essa tralha a juntar?
Para que servem esses móveis fora do lugar?

Vejo que as únicas compras significativas que faço na vida são de comuida e livros. Posso sobreviver com duas peças de roupas.
Sou de sentir medo do futuro, receio de não conseguir atingir minhas metas, mas no fundo algo me conforta, se nada der certo.... Deito na cama com uma pilha de livros ao lado.
Imagino eu me levantando apenas para as refeições e higiene. Talvez eu vá até o sol, sinta a natureza, caminhe um pouco nas areias frias. Mas vou parar com consumismo, com coisas que só são necessárias porque resolvi sair para a rua. A questão é coragem, é necessário muita coragem para isso.

Como vou comprar meus livros? Bem, isso seria questão de sorte. Talvez eu os ganhe, talvez eu os empreste, talvez eu consiga juntar dinheiro de alguma forma.
Apenas, livros, livros, uma vida feita de livros.
Talvez eu escreva, com tanta leitura posso ficar mais criativa e ter uma coluna num jornal.
É que sempre ouvi as pessoas falarem, o que é para ser... Será. Bem, eu quero muito uma coisa, mas às vezes me dá um cansaço. Vou viver de livros e se o destino quiser, mudo meu caminho.