domingo, setembro 22, 2013

Amor Ansioso

Atrás de mim o relógio pulsa e seu barulho fica no meu inconsciente me dizendo que não estou sendo produtiva. Dentro de mim o tempo não passa, porque minha ansiedade me deixa abandonada e triste neste domingo pálido e frio. Quando lembro dos nossos momentos me dá vontade de te ligar e reatar nosso amor. Quando penso no amor que sentes por mim, me sinto uma besta em querer ser feliz de outro modo. O que as pessoas querem afinal? Com você tenho a certeza de ser amada, mas procuro em outros rostos o anúncio de uma vida melhor. Pão e contas pagas não me bastam, eu preciso sentir meu coração pulsar no toque das suas mãos, preciso sentir vibrar dentro de mim a poesia e a paixão. Mas quatro anos se passaram e eu já não sinto mais isso. Entro e saio de casa vendo você ali, estático, calmo, numa tranquilidade que me mata aos poucos. Então deixo um turbilhão de dúvidas me invadir e minha impulsividade agir. Retribuo o carinho que recebo virtualmente e fico com convites em aberto, ali, esperando uma decisão minha. E o medo de errar? E o medo de não ser retribuída e deixar o amor ir embora? Tenho agora um amor de margarina, para constituir uma família feliz. E tenho por outro lado, a indiferença de alguém que me tentou como o diabo. Momento de esperar, meus impulsos irem embora, para que eu não pegue o telefone e disque para a decisão errada.

quarta-feira, maio 08, 2013

Tem gente que está sempre pronta para ver a negatividade. Que está sempre disponível para maliciar, para criticar, para falar mal. Que mesmo que você se explique, se justifique, se desnude com humildade, há seres que não conseguem enxergar sua essência. Acho que por isso que meus passos são mais solitários. Muitas vezes me questiono, se sou eu a errada, a maliciosa, a perdida. Sim, as vezes sou sim. Mas percebo com o tempo que tem gente que por mais que você tente provar sua boa índole, prefere não enxergar. Acho melhor nessas situações, o afastamento completo. Acho que entendo os ermitões, que se isolam em suas cavernas desses seres humanos terríveis que rondam por aí como se fossem almas penadas prontos para ser exorcizados. A vida é feita de dificuldades que te elevam, mas há momentos que a alma pede um pouco de paz e se cansa de gente chata!

domingo, abril 21, 2013

Minha Condição

Estava eu, meio dormindo, meio acordada quando me deparo com meu espírito vagando, pensamentos abstratos. Já não consigo entender meus anseios. Crio em minha mente letras de canções que jamais irei cantar. Penso que já peguei no sono mas na verdade minhas sinapses continuam trabalhando na nossa possível história. Sou um reflexo de maldade, tento ser boa mas isso parece ser mais forte que eu, muitas vezes. Olho para os lados e só vejo tentações, e a carne é fraca e o tomate é caro. Vermelho como sangue que corre nas veias. Sinto medo, medo de não ser correspondida, medo de levar uma mordida que arranque meu coração. Sinto frio, quando penso que a ausência pode me deixar perdida dentro da escuridão. Sempre me imaginei como uma rosa, molhada da água da chuva. Chuva... Tão doce, natural e passageira como sua condição em minha vida. É um tipo de amor que sinto por você, algo que me entristece em querer. Talvez eu não acredite em casamentos, mas... Quer ser feliz pelos próximos quatro anos comigo? Assim, só uma hipótese, meu espírito talvez pare de vagar e me deixe dormir em paz, junto com seu respirar.

sábado, abril 13, 2013

Vulto

Por que essa necessidade de se fazer presente? Por que essa ânsia de deixar marcas? Passos? Legado? Essa busca diária por conexões com o futuro, o meu cotidiano baseado em uma espécie de missão. Eu sinto todos os dias as vozes da minha história, as canções, os ritmos. As pessoas que ainda não conheci. Por que tenho que ter meu lugar do mundo? Posso viver deslocado? Posso ser apenas um coadjuvante nessa experiência, ou melhor, um figurante, sem falas, sem expressão, quase sem vida? A ausência de energia faz a morte. Mas a morte também é evolução. Essa angústia por falar algo, por atrair a luz, nem sempre me faz bem. Gosto também do silêncio, das horas vagas, que para mim quase não existem pois minha mente não para. Apenas me bateu a vontade de ser apenas um espírito errante, uma nuvem, um vulto e não um exemplo, um orgulho, alguém.

domingo, março 03, 2013

Inspirada

Naquela luz que provocava romance, sensualidade e omitia imperfeições, eu te encontrei. Com apenas dois lances de olhar, você me despertou. Não paixão, mas algo que dentro de mim estava meio adormecido, ofuscado. Ganhei horas, ganhei a noite, me reencontrei. Meio boêmio, me afastei na sua chegada. Parecia que eu te aguardava. Mesmo não esperando, porque estava mesmo era me libertando, você me viu e me notou. Por que as pessoas se encontram? O destino quando cruza um homem e uma mulher, o que ele quer dizer? Siga a monogamia? Liberte-se e seja feliz? Permita-se viver o momento? Amizade ou sacramento? Meu momento com você foi melodia, poesia. Foi risada gostosa, foi toque inesperado. Acho que me encantei por sua mente, sejamos sinceros. Sinceramente, o que sentiu? Eu poderia ficar horas na sua companhia, de noite ou de dia, sentindo seus ares de conquistador. Percebendo seu intelecto, pude notar um lado sinistro, meio esquisito, que insisto em esconder. Você, você... Com os olhos baixos, mente no alto rodando sem parar. Só queria que soubesse que passei o dia inspirada e é nas horas vagas que vou lembrar de você.