terça-feira, setembro 29, 2009
Amor
Como falta de ar, como desespero, sinto o cheiro, chego a tocar, que sede, que angústia.
Todos os dias eu penso em ti, me pego ansiosa, com medo de te perder pra sempre.
Há quem diga que devo te amar com todas as forças e sem egoísmo... Que não devo te renunciar. Mas estás em meus pensamentos e em cada gesto meu.
Que vontade de pular em cima de ti, de dançar abraçada aos teus braços, que ânsia de voltar a ser uma bailarina na tua boca de cena.
Eu caminho segura por outros caminhos, onde não te encontro, sem querer tento desviar o olhar de você, mas como um vício, tenho recaídas constantes, me pego no choro, me pego na mordida da própria pele, de raiva, de nervoso que dá pensar em não te ter mais.
Medo, confesso que é medo. Medo de te abandonar, de não ter sido fiel. Medo de ser tarde para você me aceitar, medo de não ser boa o suficiente para conviver ao teu lado, para fazer as melhores expressões, dizer meu texto com todo o amor que existe dentro de mim.
Me vejo sabe? Me sinto no teu ambiente, sua luz ofuscando meus olhos, mal enxergo os outros.
Ouço suas trilhas sonoras e lá estou eu do seu lado. Acho que nunca vou sossegar enquanto não viver pra você. Não vou dormir em paz sabendo que te abandonei, sinto falta, muita falta.
Meu palco, minha arte, minha vida.
domingo, setembro 27, 2009
Lá fora.
No silêncio, com os olhos fechados, na fraca luz do teu quarto. Pareço sonhar, minha mente passeia por tantos lugares. Estive onde as pessoas estavam, no consumo, na rotina, vejo-os conversando, rindo, procurando as crianças, ouço os sons na diversão, os fliperemas, a música do ambiente, estou por lá, passeando também, mas não por desejo, mas uma leve comparação com minha vida, um outro olhar do meu presente. Pensando no que importa de verdade, pensando que enquanto estou deitada, o mundo acontece lá fora. O mundo não para.
Você dorme, sonha um sono profundo. Respira como se te faltasse ar, me assusta com seus sustos. Eu abro os olhos, mal te enxergo, toco sua face, como me importa você, me sinto maior, me sinto mãe, me sinto dona da situação.
Volto a andar pelo mundo, pelos meus sonhos, meu palco, meus estudos, penso no que poderia fazer com todo meu talento, penso no meu corpo parado ao teu lado, ali, no teu quarto. Penso que amanhã pode ser tarde, tento viver o momento mas me assusta o tempo, me dói a passagem nesta escuridão, esse silêncio me perturba um pouco, essa tranquilidade me amedronta, ai que medo que dá pensar nessa vida lá fora, ai que medo que dá olhar você dormir, enquanto eu estou aqui, acordada, com os olhos esbugalhados, pensando no mundo lá fora.
domingo, julho 26, 2009
Compatibilidade Incompatível.
Quando passei pela porta vi você de longe, estavas feliz flertando com todo mundo. Aquele teu brilho nos olhos, grande autoconfiança se embalando com o ritmo alegre. Passei os olhos pelo teu corpo, separando as palavras que te definiam, no momento havia certa definição. De repente fomos apresentados e suas mãos, mesmo que geladas, transmitiram todo o teu calor. Não nos desgrudamos naquele momento, ficamos conectados em pensamento enquanto a mulitdão nos empurrava, saístes do meu lado e logo te encontrei novamente, não queria te perder de vista, eu precisava sentir aquelas mãos novamente. Eu atraí aquilo, aquele momento. Logo trocamos doces palavras sussurradas aos berros. Logo nos acaricíamos. Logo, brigamos. Minha palavra contra a tua. Minha verdade contra tua insegurança. Acostumado com a vontade saciada fácil. Acostumado em dominar com a lábia, você me provocou logo no segundo encontro duvidando, julgando, me comparando com tuas outras. Os teus medos eram os meus. Querias tudo da tua maneira, esqueceu de me agradar. Esqueceu que eu era uma nova pessoa e não mais uma sombra que deita no teu lar. É importante para eu deixar marcas, mesmo que leves. Marcas doces que tragam boas lembranças. Sou totalmente segura quando me mostram o chão, quando seguram firme minha mão. Somos compatíveis nesse sexo, nesse tato, quem sabe em outra ginga a gente se esbarre, encontre e logo se desencontre.
sábado, junho 20, 2009
Doces Palavras.
Eu queria te olhar agora, e ver no teu olhar, a mesma emoção que transmito nos meus. Eu queria te ver neste momento e sorrir, sorrindo receberia o seu, e eu teria a certeza do teu amor. Tantas palavras não me levam muito longe, pequenas viagens, sem rumo mesmo. Essas pronunciadas me fazem sonhar um pouco, e volto para casa e para os amigos cheia de entusiasmo e histórias. Ai como me dói, mesmo sem ferir tanto, essa sua ausência. Como me causa essa sua lembrança de momentos, seus sorrisos, seus abraços, seus lamentos. Isso tudo que falam do amor, essa prosa que inventam para amortecer, sim, logo a dor nos adentra e permanecem apenas as doces palavras...
Despertar
Olhar um rosto e perceber que ali, ali se encontra sua felicidade, parte dela, suas alegrias tão procuradas, seus caminhos sinuosos espelhados naquela face... Não se alimenta futuro em ninguém, porque no fundo somos sozinhos, pode ser, mas naquele momento eu sentia tanta alegria, um abraço, um olhar, nem um real no bolso, mas tanta felicidade. Isso é felicidade, esse encontro, esse conforto num sorriso do teu amor. E difícil ou não, eu sempre me entrego de cabeça, mergulho como se o rio não tivesse fundo, sem medo.
Desperta em mim esse desejo, de acreditar num presente melhor, nesse dia tão claro e colorido que amanhece na sua presença. Mesmo que seja uma falsa presença, suas mensagens, suas chamadas perdidas, suas canções e palavras dedicadas à mim. Desperta em mim a vontade de ser melhor, o desejo de dançar sem música, de ler histórias fazendo comparações com as minhas, de querer que o sol apareça para você. Desperta em mim a mulher que homem nenhum teve coragem de ver, as garras escondidas, os sorrisos, a vida...
Não desperta a dor, não desperta os nervos nem duvidas. Não acorda a tristeza, me deixa sonhar, não me desperta.
Desperta em mim esse desejo, de acreditar num presente melhor, nesse dia tão claro e colorido que amanhece na sua presença. Mesmo que seja uma falsa presença, suas mensagens, suas chamadas perdidas, suas canções e palavras dedicadas à mim. Desperta em mim a vontade de ser melhor, o desejo de dançar sem música, de ler histórias fazendo comparações com as minhas, de querer que o sol apareça para você. Desperta em mim a mulher que homem nenhum teve coragem de ver, as garras escondidas, os sorrisos, a vida...
Não desperta a dor, não desperta os nervos nem duvidas. Não acorda a tristeza, me deixa sonhar, não me desperta.
terça-feira, maio 12, 2009
Escrever é libertar, acompanhar, organizar.
Em primeira frase, digo que não sei escrever, escrevo porque não gosto de impor limites para meus anseios, escrevo para desabafar, para pensar em conjunto. Escrevo porque gosto de ler depois. Existem muitos fatos, por isso existem muitas notícias, muita produção. Meu desejo vai além dessa atmosfera de atualizações, é mais um autognose, uma meditação através das letras. Organização, acho que é essa minha necessidade, pelos caracteres eu me defino, com dúvidas, desinteresse e sem argumentos.
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