terça-feira, setembro 29, 2009

Amor

Como falta de ar, como desespero, sinto o cheiro, chego a tocar, que sede, que angústia.
Todos os dias eu penso em ti, me pego ansiosa, com medo de te perder pra sempre.
Há quem diga que devo te amar com todas as forças e sem egoísmo... Que não devo te renunciar. Mas estás em meus pensamentos e em cada gesto meu.
Que vontade de pular em cima de ti, de dançar abraçada aos teus braços, que ânsia de voltar a ser uma bailarina na tua boca de cena.
Eu caminho segura por outros caminhos, onde não te encontro, sem querer tento desviar o olhar de você, mas como um vício, tenho recaídas constantes, me pego no choro, me pego na mordida da própria pele, de raiva, de nervoso que dá pensar em não te ter mais.
Medo, confesso que é medo. Medo de te abandonar, de não ter sido fiel. Medo de ser tarde para você me aceitar, medo de não ser boa o suficiente para conviver ao teu lado, para fazer as melhores expressões, dizer meu texto com todo o amor que existe dentro de mim.
Me vejo sabe? Me sinto no teu ambiente, sua luz ofuscando meus olhos, mal enxergo os outros.
Ouço suas trilhas sonoras e lá estou eu do seu lado. Acho que nunca vou sossegar enquanto não viver pra você. Não vou dormir em paz sabendo que te abandonei, sinto falta, muita falta.
Meu palco, minha arte, minha vida.

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